Micaretando - O site da folia

Por favor, atualize seu Flash Plugin.

Get Adobe Flash player

Coluna de BETO ESPÍNOLA.

  • Do rock ao Axé

    Publicada em: Outubro - 2018

    Por: BETO ESPÍNOLA.

     Do Rock ao Axé  

     

     

    O ano era 1981...

    Os festivais de escola e as bandas independentes de garagem estavam a todo vapor. Comigo não era diferente! Eu tinha uma banda chamada Texto-Base, formada por estudantes do Instituto Social da Bahia (Isba). Paralelo a isso, TF também tinha uma banda de rock chamada Diário Oficial. Essa banda já tinha estrada no movimento do Rock baiano, eu era super fã,  sabia todas as músicas deles .

    Por obra do destino, fiz um show com a minha banda Texto-Base em um barzinho aqui de SSA. Nesse show, estava presente o irmão de Tuca, o ativo e visionário Guga Fernandes, que logo viu meu potencial e me convidou pra fazer um teste no D.O. que estava precisando de um guitarrista solo, já que eles tinham acabado de gravar um CD, onde tinham várias guitarras e por isso precisavam de mais um instrumentista na banda.

    Aceitei, fiz o teste e fui aprovado. Fizemos um show memorável no antigo bar Tesão&Cia, lugar de alternativos e formadores de opinião na época, aqui em Salvador. O show lotou! Muita gente do lado de fora querendo entrar. Sucesso total!!!

    Após esse show, passei a fazer parte da banda em definitivo. Durante anos, fizemos vários shows, tínhamos uma legião de fãs. Mas, em decorrência do movimento da música baiana, que começava a ferver, TF foi trabalhar como promoter de uma boate no Rio Vermelho, a antiga Moby Dick . Ele e o dono tiveram a idéia de colocar uma banda tocando covers e reggae na madrugada, ao vivo.

    Após essa iniciativa, o Rio vermelho começou a mudar. Casa lotada, toda quinta muita gente querendo ver e ouvir uns caras que tocavam de tudo dançante, esse foi o embrião do Jheremias Não Bate Corner e do Jammil.

    Na época, TF me chamou pra ser o guitarrista e Manno Góes pra ser o baixista. Em uma dessas noites, ficamos sabendo que Netinho, que já era um artista estourado nacionalmente, iria ver a banda que agitava as quintas no Rio Vermelho. Ele ficou fascinado por aqueles meninos que faziam cover de tudo que era dançante.

    Na semana seguinte, ele nos  chamou pra fazer um contrato de CD e exclusividade. O resto da história todo mundo já sabe...

    E assim seguimos em frente com mais histórias aqui na nossa coluna. Abraços a todos.

    Viva La Vida!!!

     

     

VOLTAR