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Coluna de LEQUINHO TORRES

  • O Axé precisa dar as Mãos

    Publicada em: Maio - 2019

    Por: LEQUINHO TORRES

    Com a notícia do falecimento da Beth Carvalho o Samba entrou em luto e pudemos ver o quanto ela ajudou o ritmo a se posicionar e renovar. Foi madrinha de diversos astros do Samba e mesmo de cama, ainda tinha forças para continuar apadrinhando e revelando novos talentos. Deu orgulho de ver o quanto alguém pôde fazer por uma verdade e bandeira que ama. E eu como um louco e apaixonado pelo Axé fui me perguntando e pesquisando quais grandes artistas do Axé haviam apadrinhado e ajudado a gerar e revelar novos talentos, possibilitando a renovação do ritmo. Infelizmente pelas pesquisas que fiz não encontrei nenhum. Não vi nenhum grande artista lançando novos talentos em suas redes sociais ou até mesmo DVDs/CDs, ajudando o ritmo a se renovar. Os artistas e marcas que estão representando o ritmo no mercado/mídia continuam sendo os mesmos de 20 anos atrás. Muitas vezes ficamos nos perguntando o porquê o Axé passa por essa crise e podemos ver em respostas simples que não houve renovação. Não existem artistas de fora da Bahia que sejam reconhecidos nacionalmente em seu Estado como um ícone do Axé. A história do ritmo demonstra que o mercado foi desenhado assim e isso  evita que o ritmo crie raízes mais fortes em cada território. É como uma rede de franquias em expansão, se ela não domina territórios estrategicamente, outros concorrentes irão dominar e se perde espaço de consumo entre o público. Foi com essa estratégia que o Sertanejo virou uma febre no Brasil e vem se mantendo no topo das paradas por tanto tempo. No mês passado fiz uma pesquisa em grandes listas que saem mensalmente na mídia, demonstrando quais são as músicas mais executadas em rádios e redes sociais no Brasil e tirando a rainha Ivete Sangalo, confesso que não encontrei nenhuma música representando o Axé, mesmo estendendo essa pesquisa para os últimos 10 meses. A grande maioria dos sucessos dessas listas continua sendo de Sertanejo, acompanhado também pelo Funk, Pagode e Forró. Infelizmente hits do Axé não estamos vendo, o ritmo continua respirando através dos grandes sucessos antigos que invadiram o Brasil nos anos 90/2000.  Então fica meu apelo para os artistas, público, empresários e produtores do Axé!!!! Bato mais uma vez nessa tecla, ou nós damos as mãos para retomar a força do nosso ritmo ou será difícil voltarmos a ter uma presença mais marcante no mercado musical Nacional. 

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