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Coluna de LEQUINHO TORRES

  • Grupo EVA – 40 anos

    Publicada em: Novembro - 2019

    Por: LEQUINHO TORRES

    Grupo EVA – 40 anos conectando gerações e levando alegria para os foliões!

    Sempre admirei muito o trabalho da banda Eva, devido ao profissionalismo que o Grupo Eva imprime em tudo que faz. Nesse mês de Outubro/19 a banda Eva lançou o seu novo trabalho musical, com DVD/CD, gravado ao vivo em Belo Horizonte com nome de EVA 4.0, em homenagem aos 40 anos do Grupo Eva (40 carnavais). Escutei uma parte do CD, disponibilizada no Spotify, e o mesmo possui os grandes clássicos da história da banda, além de músicas novas, como a faixa “40 Graus de Amor” que tem participação do Wesley Safadão e é uma das minhas preferidas do CD.

    A banda Eva realmente é um ícone do carnaval de Salvador e uma das principais referências do Axé no Brasil. Responsável em lançar grandes nomes da Bahia, desde a sua época de bloco até a sua proposta como banda, contribuiu e contribui até hoje com a qualidade da música brasileira. Ao ler a história do grupo é possível ver a importância do Jonga Cunha (produtor musical) na descoberta dos principais nomes de cantores que passaram pela banda. Hoje o cenário do Axé no Brasil, em minha opinião, é puxado por dois grandes nomes, Ivete Sangalo e Saulo Fernandes, que foram cantores da banda Eva.

    Em resumo conseguimos ver que o Grupo Eva é uma verdadeira escola de grandes artistas e vem há 40 anos conectando gerações. É por isso que resolvi escrever essa matéria já que estão lançando novo trabalho musical em homenagem aos 40 anos, liderado nessa nova fase por Felipe Pezzoni, excelente cantor e artista.

     

    Para vocês terem ideia do tamanho do sucesso, desde 1993 a Banda Eva vendeu 8 milhões de discos, se tornando uma das bandas de maior reconhecimento do axé, responsável pela descoberta e lançamento de grandes nomes da música – cantores e músicos – e um dos blocos mais tradicionais do Carnaval de Salvador.

     

    Obs. O texto abaixo foi retirado do site Wikipedia e posteriormente resumido por mim para vocês conhecerem essa incrível história.

     

    Em 1977, um grupo de onze amigos do Colégio Marista, de Salvador, – formado por Ademarzinho, André Silveira, Jorginho Sampaio, Ricardo Martins, Jonga Cunha, Maurício Magalhães, Hunfrey Ataíde, Guto Almendra, Eduardo Gil, Pernambuco e Cyro Coelho – decidiu criar um grêmio para se reunir fora dos domínios escolares, podendo festejar e tocar juntos canções de ijexá e frevo. O grêmio se reunia frequentemente no sítio de Ademarzinho, localizado na Estrada Velha do Aeroporto, sendo batizado como Eva, uma abreviação do nome da avenida, portanto sem ligação alguma com a história bíblica de Adão e Eva, como erroneamente pensava-se. Em 11 de fevereiro de 1980, durante uma das reuniões, os fundadores decidem transformar o grêmio em um bloco carnavalesco. Em 4 de junho de 1980 foi realizada a primeira festa do bloco Eva na Casa de Festejos, na qual tocou o Chiclete com Banana – na época ainda Scorpius.

     

    Em 1985 o Eva e o Camaleão foram os dois primeiros trios elétricos a percorrerem o Circuito Barra-Ondina, saindo do Farol da Barra e indo até a Praia de Ondina, inaugurando a nova rota, uma vez que até então existia apenas o Circuito Osmar. Naquele ano Jota dividiu os dias do bloco com Luiz Caldas, sendo que ambos artistas puxaram o trio em dias alternados. Nos Carnavais de 1986 e 1987 Marcionílio esteve a frente do Eva, sendo que o cantor compôs a canção "Eva Alegria" especialmente para se apresentar. Ainda no Carnaval de 1986, Daniela Mercury foi descoberta pelos empresários do Eva e contratada como backing de Marcionílio, sendo que a cantora ficou no posto até 1989 fazendo os vocais de apoio anualmente. Em 1988 o Eva fechou uma parceria longínqua com Ricardo Chaves, que se tornou puxador do trio durante cinco Carnavais, até 1992, e compôs "Eu Vou no Eva".

     

    Em 1993 o Asa de Águia fecha parceria com o Eva para assumir o bloco até o Carnaval de 1995, sendo que Durval Lélys compõe a faixa "Leva Eu" em homenagem. Neste ano o Eva lançou o primeiro abadá composto por um shorts e uma camiseta curta, substituindo as mortalhas até o joelho e de malha utilizada até então. A ideia foi desenvolvida pelo estilista Pedrinho da Rocha e passou a ser adotada pelos demais blocos nos anos seguintes, seguindo a tendência desenvolvida para o Eva. Após o Carnaval, Jonga Cunha, um dos fundadores, percebeu o alcance do Eva e seu crescimento anual com o público, decidindo transformar o bloco em uma banda para expandir seu sucesso. Para o posto de vocalista, o produtor convidou Ivete Sangalo, cantora que ele já empresariava desde agosto de 1992. Em 1999, após seis anos com seis discos lançados e comandado como "Me Abraça", "Arerê", "Eva", "Carro Velho", "Levada Louca" e "Beleza Rara", Ivete deixa a banda para seguir carreira solo.

    Emanuelle Araújo assume os vocais, ficando por apenas 3 anos – nos quais retiraram-se canções como "Chuva de Verão" e "Pra Lá e Pra Cá".

    No início de 2002, Jonga Cunha contatou Saulo Fernandes, que era vocalista do Chica Fé, para ocupar o posto que seria deixado por Emanuelle, uma vez que o cantor já era produzido por ele. A escolha de um vocalista masculino foi uma estratégia pensada para o Eva não sofrer a mesma instabilidade de público e rejeição de imprensa que ocorreu na fase anterior, procurando criar uma nova imagem e reestruturar o estilo da banda com Saulo trazendo elementos e afro e reggae de suas experiências anteriores.

    Em 28 de junho a banda grava seu primeiro DVD em comemoração dos 25 anos no Riocentro, no Rio de Janeiro, trazendo a participação das duas antigas vocalistas, Ivete Sangalo e Emanuelle Araújo, além de antigos puxadores do bloco, Ricardo Chaves, Luiz Caldas, Durval Lélys e Marcionílio.

    Em 12 de fevereiro de 2013 o vocalista se despede da banda em seu último dia de Carnaval comandando o bloco. Com a saída de Saulo, os músicos também decidiram deixar o Eva e integrar a banda do cantor em sua carreira solo. Naquele ano Felipe Pezzoni assume os vocais.

    Felipe Pezzoni, que na época era vocalista da Mil Verões, assumiu o Eva após o Carnaval de 2013, trazendo consigo uma banda completamente renovada com músicos mais novos – uma vez que os que estavam até então seguiram com Saulo para sua carreira solo.

     

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